Denis Moreira
A série apresenta uma poética visual e narrativa onde o uso de materiais como carvão, aquarela e giz oleoso se torna uma extensão do discurso. Os desenhos não destacam figuras isoladas, mas dialogam com espaços vazios, criando tensão entre o implícito e o visível. Essa abordagem transforma-se em uma investigação sobre presença e ausência, densidade e translucidez.
Em "Prelúdio, Pretérito, Preto rito", há uma releitura contemporânea de formas tradicionais, como as esculturas angolanas, resignificadas sob uma lente pessoal e introspectiva. A repetição de traços e a exploração de camadas de pigmento falam de memória, identidade e rito, propondo uma reflexão sobre ancestralidade e tempo. Os contrastes entre carvão e aquarela reforçam a dualidade entre fragilidade e força. O preto profundo é contrabalançado pela leveza da aquarela, criando obras que oscilam entre o peso histórico e a efemeridade do presente. O desenho é como uma janela ao passado, convidando o observador a reinterpretar e completar a narrativa.
O compromisso com o “fazer” é evidente, com cada marca carregando uma intenção quase ritualística. A série reimagina, conectando história, técnica e subjetividade em um gesto artístico, promovendo discussões sobre arte, memória e a reconfiguração do passado pelo presente.
Denis Moreira
A série Retratos de Família nasce de uma pesquisa genealógica realizada a partir de documentos, certidões, censos e dados genéticos, reconstruindo a memória de antepassados oriundos do leste de Minas Gerais, descendentes de povos de Angola e Benin.
Com auxílio da inteligência artificial, foram criados retratos de familiares nunca conhecidos, imagens que transitam entre memória, imaginação e pertencimento.
As obras dialogam com máscaras Tchokwe de Angola e Ifé da Nigéria/Benin, aproximando heranças africanas de uma reescrita contemporânea da história familiar. A técnica lenticular amplia essa relação ao criar transições entre rosto e máscara, presença e ausência, identidade e ficção.
Mais do que buscar fidelidade documental, os retratos propõem uma reflexão sobre o próprio sentido do álbum de família: um espaço simbólico onde memória, silêncio e invenção coexistem. As imagens tornam-se objetos-poéticos que reinventam a herança como gesto vivo de memória e imaginação.

Vovó José - 2025
Impressão lenticular - 35 x 35 cm


Impressão lenticular - 35 x 35 cm

Impressão lenticular - 35 x 35 cm

Impressão lenticular - 45 x 45 cm

Impressão lenticular - 45 x 45 cm

Impressão lenticular - 57 x 38 cm

Impressão lenticular - 57 x 38 cm
Vovó Sebastião - 2025
Impressão lenticular
35 x 35 cm
Meus bisavós, Antonio e Amélia II - 2025
Impressão lenticular
45 x 45 cm
Meus bisavós, Conrado e Joaquina - 2025
Impressão lenticular
57 x 38 cm

Impressão lenticular - 57 x 38 cm

Impressão lenticular - 57 x 38 cm

Impressão lenticular - 38 x 38 cm

Impressão lenticular - 38 x 38 cm

Impressão lenticular - 35 x 35 cm

Impressão lenticular - 35 x 35 cm
Meus bisavós, Antonio e Amélia - 2025
Impressão lenticular
57 x 38 cm
Meus bisavós, Pedro e Maria com minha avô Ana - 2025 Impressão lenticular
40 x 30 cm
Vovó José - 2025
Impressão lenticular
35 x 35 cm

Impressão lenticular - 38 x 38 cm

Impressão lenticular - 38 x 38 cm
Meus bisavôs, Conrado e Joaquina II - 2025
Impressão lenticular
38 x 38 cm

Impressão lenticular - 38 x 38 cm

Impressão lenticular - 38 x 38 cm
Meus bisavós, Pedro e Maria - 2025
Impressão lenticular
38 x 38 cm
Meus bisavós, Pedro e Maria - 2025
Impressão lenticular
38 x 38 cm